Da redação
Neurocientista David Rock alertou no UN Skills Fest 2026, na sede da ONU em Nova York, que a falta de regulação e o design viciante da inteligência artificial (IA) generativa ameaçam foco e discernimento de trabalhadores no mundo. Ele deu entrevista à ONU News.
Rock defendeu manter o ser humano no comando e disse que a busca do cérebro por economizar energia mental “transformou a IA em uma armadilha”. Para ele, só 5% a 10% da força de trabalho usam a ferramenta adequadamente; 90% terceirizam decisões de alto nível.
Rock alertou para a perda da capacidade de julgamento e avaliou que 40% dos conteúdos gerados por IA estão incorretos e 100% são medianos. Também disse que resumos automáticos e mensagens instantâneas expõem o cérebro a milhares de decisões diárias, além dos limites biológicos da mente.
O relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT) registra mais de 400 projetos de inteligência artificial em 47 agências da ONU. A expansão dessas ferramentas exige proteção de dados e salvaguardas éticas alinhadas aos direitos humanos e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.



