Da redação
No final de maio, apenas 19 deputados federais votaram contra o fim da escala 6×1 durante o segundo turno da proposta na Câmara dos Deputados. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) não estava entre os que rejeitaram o projeto, fato que repercutiu imediatamente nos debates políticos.
Em pronunciamento gravado, Nikolas Ferreira declarou que nunca se colocou formalmente contra a medida. O parlamentar afirmou que realizou um “hedge”, avaliando o debate em torno do tema como “populista” e disse acreditar que a mudança na escala de trabalho não resolveria, por si só, as dificuldades enfrentadas pela população brasileira.
A postura do deputado mineiro gerou críticas de diversos setores nas redes sociais. Parlamentares da esquerda ironizaram a decisão, repetindo de maneira jocosa: “O Nikolas votou com a gente, o Nikolas votou com a gente”, segundo relatos de testemunhas presentes no plenário da Casa Legislativa.
Além dessas manifestações, alguns dos poucos deputados da direita que haviam votado contra a proposta também passaram a criticar Nikolas. Eles mencionaram que o parlamentar seria “valentão nas redes e frouxo na hora de votar em ano eleitoral”, em tom de desaprovação e discordância quanto à sua postura parlamentar.
O episódio se somou a outras discussões a respeito da fidelidade dos votos computados em matérias polêmicas, especialmente entre membros da base de oposição. O comportamento de Nikolas Ferreira durante esta votação específica elevou os ânimos em ambas as alas do Congresso, repercutindo em diferentes grupos partidários.
A proposta, após a votação no segundo turno na Câmara, seguiu para análise do Senado Federal. A escala 6×1 refere-se ao regime de seis dias consecutivos de trabalho intercalados por um dia de descanso, tema central de debates recentes entre empregadores, trabalhadores e parlamentares.





