Da redação
Réu por participação nos ataques de 8 de janeiro, Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, anunciou nas redes sociais que lutará no dia 29 contra o argentino Blas Jabornisky, em combate do evento da empresa Loop Strema. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o acusa de cinco crimes.
A denúncia afirma que ele registrou e divulgou na internet imagens em frente ao Congresso durante os atos de invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Léo Índio foi para a Argentina enquanto as investigações avançavam.
Em abril de 2025, Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva de Léo Índio. As acusações incluem golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A denúncia também o relaciona a manifestações em acampamentos erguidos após as eleições de 2022, diante de unidades militares. A defesa nega as acusações e diz que ele esteve em manifestação pacífica, que evoluiu para tumulto. Em 2024, concorreu a vereador em Cascavel (PR) como “Léo Bolsonaro” e ficou na suplência.
A divulgação do combate mostra Léo Índio abraçado a Bolsonaro e promete “lutas, personalidades do streming, shows ao vivo e muitas surpresas”. A organização anunciou Juliana “Furia” Scaglione, ex-participante do Big Brother argentino, como “convidada especial”. Os ingressos custam de R$ 35,50 a R$ 106,70.




