Da redação
No Dia Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas (ONU) destacou a luta por direitos iguais, justiça e oportunidades para meninas e mulheres em todo o mundo. Em mensagem oficial, o secretário-geral António Guterres afirmou que, atualmente, as mulheres possuem apenas cerca de 64% dos direitos gozados pelos homens.
Segundo Guterres, a discriminação de gênero afeta várias dimensões da vida das mulheres, desde a posse de bens até a autonomia para se divorciar ou aceitar um emprego sem a permissão do marido. Ele ressaltou que, em mais de 40 países, o estupro cometido pelo marido não é tipificado como crime.
Outras legislações restritivas continuam limitando o acesso das mulheres à educação, dificultam a transmissão da nacionalidade aos filhos e restringem a liberdade de circulação fora de casa. Para o secretário-geral, essas leis injustas persistem há anos, consolidando desigualdades históricas.
Guterres expressou preocupação com o risco de retrocessos diante do aumento do autoritarismo, da instabilidade política e do fortalecimento de valores patriarcais. De acordo com ele, direitos arduamente conquistados, como proteções trabalhistas e direitos sexuais e reprodutivos, estão sob ameaça.
O chefe da ONU concluiu defendendo o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda de Ação Pequim+30, como forma de garantir dignidade, liberdade e oportunidades para todas. “Quando não se é igual perante a lei, simplesmente não se é igual. É preciso tornar a justiça uma realidade para todas as mulheres e meninas, onde quer que elas estejam”, afirmou.






