Da redação
A Secretaria da Saúde de Goiás (SES) intensifica, durante o Janeiro Roxo, ações de conscientização e prevenção contra a hanseníase, doença que tem cura e tratamento gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O último domingo de janeiro marca o Dia Mundial contra a Hanseníase e, ao longo do mês, a campanha destaca a importância do diagnóstico precoce, da informação sobre sinais e sintomas, e do combate ao estigma.
Entre as ações estão atividades educativas, capacitação de profissionais e reforço das estratégias de controle, focando na interrupção da transmissão e fortalecimento da atenção básica. Em 2024, Goiás registrou 868 novos casos de hanseníase, com 7,8% dos pacientes apresentando deformidades físicas no diagnóstico. Dados preliminares de 2025 apontam 743 novos casos, dos quais 6,7% já tinham incapacidades físicas ao buscar atendimento.
De acordo com a médica dermatologista Nayana Chaves Aveiro, do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), a hanseníase é transmitida principalmente por gotículas de saliva em contatos íntimos e prolongados, especialmente em ambiente domiciliar. “A doença tem cura e, após o início do tratamento, o paciente deixa de transmitir”, reforça.
O HDT atua como hospital terciário e recebe casos graves e complexos, sendo referência para pacientes da Região Metropolitana de Goiânia, interior de Goiás e estados como Pará, Bahia, Maranhão e Tocantins. O Centro Estadual de Atenção Prolongada e Casa de Apoio Condomínio Solidariedade (Ceap-Sol) também é referência em atendimento especializado à hanseníase, com foco no diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento para prevenção de incapacidades.
A SES investe em capacitação continuada de profissionais da saúde, fortalecendo o diagnóstico precoce e o tratamento imediato. A médica Ana Lúcia Maroccolo, da área técnica de hanseníase da SES, alerta para que a população procure a unidade básica de saúde ao notar manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamento, choques nos nervos ou redução da força muscular. “O tratamento é gratuito e está disponível em todas as unidades básicas de saúde”, frisa.





