Da redação
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou nesta segunda-feira, 18, no Plenário do Senado, que o caso envolvendo o Banco Master e as recentes revelações ampliaram a pressão para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal para investigar o tema.
Durante seu discurso, Girão destacou que o Congresso Nacional precisa apresentar uma resposta institucional à crescente mobilização nas redes sociais e à demanda da sociedade por explicações detalhadas sobre o caso. O senador apontou que as apurações devem abranger autoridades dos Três Poderes da República, dando ênfase às suspeitas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes do governo federal e parlamentares.
Segundo Girão, diferentes setores da população e políticos que antes se mantinham afastados do debate agora se manifestam publicamente a favor da investigação. Ele declarou que “senadores da República devem explicações, devem apresentar documentos, precisam ser investigados. É importante que toda a verdade venha à tona, de que lado seja”.
O senador também afirmou que ministros do STF devem explicações sobre contratos e investimentos, mencionando valores de R$ 129 milhões relativos à esposa de um ministro, R$ 35 milhões provenientes da família de outro, além do uso de jatinhos. Essas questões, para o senador, justificam a necessidade de investigação ampla.
Girão explicou que o requerimento de sua autoria, apresentado para a criação da CPI no ano passado, até o momento não foi analisado pela Presidência do Senado. De acordo com ele, o pedido já possui assinaturas suficientes para viabilizar a abertura da comissão.
O senador informou que já foram coletadas 53 assinaturas de membros do Senado. Conforme relata, o pedido está sob análise do presidente Davi Alcolumbre há cinco meses e Girão afirmou que tem cobrado publicamente uma manifestação sobre o tema.






