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Número de feminicídios e estupros no Brasil impacta a segurança em 2024

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Da redação do Conectado ao Poder

Com 1.492 feminicídios registrados, país vive um aumento crítico na violência contra as mulheres, alertando para a urgência de ações efetivas.

O Brasil registrou em 2024 o maior número de feminicídios desde a tipificação desse crime, totalizando 1.492 casos. Esse dado alarmante faz parte da 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado recentemente.

Os números indicam que, no último ano, houve uma média de quatro mortes de mulheres por dia em razão de feminicídio, o que representa 40,3% de todas as mortes de mulheres no país. Esse aumento é ainda mais preocupante quando se observa que 63,6% das vítimas eram negras.

Entre as idades das vítimas, 70,5% tinham entre 18 e 44 anos, sendo a faixa etária de 35 a 39 anos a mais afetada. O relatório também revela um crescimento de 30,7% nas mortes de adolescentes entre 12 e 17 anos e um aumento de 20,7% entre os idosos com 60 anos ou mais.

O feminicídio é classificado como um homicídio qualificado onde a mulher é assassinada devido à sua condição de gênero, sendo a violência doméstica e familiar uma das motivações principais. Em 64,3% dos casos, a violência ocorreu dentro da residência da mulher. Além disso, 60,7% dos agressores eram companheiros, enquanto 19,1% eram ex-companheiros.

As armas brancas foram utilizadas em 48,4% dos feminicídios, enquanto as armas de fogo corresponderam a 23,6%. Os estados com as maiores taxas de feminicídio foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí, com taxas superiores à média nacional.

No que diz respeito aos casos de estupro, os dados também são alarmantes. Em 2024, o Brasil registrou 87.545 casos, 0,9% a mais do que em 2023, sendo que 87,7% das vítimas eram mulheres. Das vítimas, 51.677 tinham até 13 anos, o que equivale a uma média de 142 casos por dia.

A pesquisa indica que a maioria dos registros de estupro ocorre em contextos de vulnerabilidade, principalmente contra menores de idade. Parentes das vítimas foram os agressores em quase 50% dos casos, e a maior parte das violências ocorreu em residências.

Os dados discutidos enfatizam a urgência de ações mais eficazes para combater a violência de gênero no Brasil. O Ministério das Mulheres tem implementado diversas iniciativas, incluindo a construção de mais Casas da Mulher Brasileira e Centros de Referência da Mulher, além de melhorias no serviço Ligue 180, que oferece suporte às vítimas.

Essas estatísticas não apenas revelam a magnitude do problema de violência contra a mulher no Brasil, mas também indicam a necessidade de uma mudança estrutural na abordagem da sociedade diante dessa questão crítica.