Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte, cumpriu mandado de busca e apreensão em sala comercial no subsolo da CLN 409, suspeita de abrigar estabelecimento de exploração sexual. Foi a oitava ação da unidade contra casas de prostituição.
As investigações começaram após denúncias anônimas. No imóvel, os agentes constataram que não havia identificação externa e que o acesso era restrito por portas mantidas constantemente trancadas. O espaço interno tinha cabines com camas, usadas nos atendimentos.
Os elementos reunidos pela equipe policial apontaram que a mulher investigada administrava o espaço e disponibilizava e alugava as cabines às profissionais. Os encontros eram contratados por meio de uma plataforma digital de acompanhantes.
Durante a apuração, um frequentador relatou ter recebido mensagens de cobrança e ameaças após visitar o local. As intimidações, disse, vinham de pessoas que se apresentavam como gerenciadoras da profissional que o atendeu.
Na operação, foram apreendidos celulares, e a Justiça autorizou a quebra de sigilo e o acesso aos dados. A investigação apura possíveis crimes de manutenção de estabelecimento em que ocorra exploração sexual (artigo 229 do Código Penal) e rufianismo, que consiste em obter proveito econômico da prostituição alheia (artigo 230).




