Da redação
O Distrito Federal chegou a 23 casos confirmados de Mpox em 2026, oito deles registrados em outubro. Os dados, atualizados até esta quarta-feira (4), são da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), que mantém a vigilância epidemiológica diante do aumento recente dos diagnósticos.
Neste ano, foram notificados 43 casos suspeitos. Ainda não se sabe qual cepa do vírus predomina entre os pacientes. O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) analisa amostras para identificar os tipos virais em circulação, e a atualização dos dados é feita com as regiões de saúde.
Entre 2022 e 2025, o DF registrou 402 casos confirmados, de 1.832 notificações suspeitas. Naquele período, 96% dos pacientes eram homens, e a mediana de idade foi de 33 anos. A maior concentração ficou entre pessoas de 30 a 39 anos (45,8%), seguida pela faixa de 20 a 29 anos (29,4%).
A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas, sobretudo com lesões, e também por objetos contaminados. O infectologista Henrique Valle Lacerda, do Hospital Brasília, da Rede Américas, destaca: “É importante ressaltar para a população que, diferentemente da gripe e da Covid-19, a Mpox não se espalha facilmente pelo ar”.
Os sintomas podem surgir até 21 dias após a exposição e incluem febre, dores, ínguas e lesões na pele ou nas mucosas. Quem apresentar lesões repentinas deve procurar atendimento, evitar contato próximo e não compartilhar objetos. O isolamento deve seguir até a cicatrização completa das lesões e a queda das crostas.




