Da redação
Ao menos oito presos políticos foram libertados na Venezuela, de acordo com balanço divulgado nesta sexta-feira (9) pela ONG Foro Penal. Entre os soltos estão a ativista Rocío San Miguel, detida desde fevereiro de 2024, e o ex-candidato à presidência Enrique Márquez, preso após denunciar irregularidades nas eleições do mesmo ano, que garantiram a Nicolás Maduro um terceiro mandato sob suspeitas de fraude.
Também deixaram a prisão os opositores Biagio Pilieri e Larry Osorio Chía. Segundo a Foro Penal, antes das recentes libertações, o país contabilizava 806 presos políticos. Deste total, o número de liberados representa menos de 1% das detenções relacionadas à perseguição promovida pelo governo Maduro. A ONG Justiça, Encontro e Perdão chegou a registrar mais de mil presos por motivos políticos em novembro de 2023.
Nos últimos anos, adversários do regime chavista têm sido alvo de prisões arbitrárias, frequentemente sob acusações de terrorismo, conspiração e traição à pátria. Sem fornecer detalhes, o governo interino de Delcy Rodríguez anunciou na quinta-feira (8) a decisão de soltar presos políticos.
A notícia repercutiu internacionalmente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta que suspendeu novos ataques contra a Venezuela em razão das recentes solturas. “A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como sinal de que está buscando a paz”, escreveu Trump na rede social Truth.
Ainda segundo o presidente americano, Washington e Caracas “trabalham bem juntos”, e a segunda onda de ataques prevista foi cancelada. No entanto, Trump informou que a mobilização militar na região continuará, com navios de guerra mantidos no Caribe para garantir “ordem e proteção”.





