Da redação
Mais de 1.300 mortes associadas ao calor foram registradas na Europa em uma semana, conforme Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a agência das Nações Unidas, o continente apresenta ritmo de aquecimento duas vezes superior à média global. A OMS afirma que 150 milhões de pessoas enfrentam calor extremo na região, o que levou ao fechamento de escolas e colocou as redes elétricas sob forte pressão.
De acordo com Ghebreyesus, o fenômeno das ondas de calor, anteriormente raro, tornou-se praticamente anual devido ao aquecimento global. A OMS está cooperando com Estados-membros e parceiros para fortalecer a resposta dos sistemas de saúde, promovendo a preparação e a prevenção de riscos à população. O estresse térmico é descrito pela organização como um “assassino silencioso”, uma vez que construções e ambientes urbanos não foram projetados para resistir a temperaturas tão elevadas.
A agência também destaca o impacto das ondas de calor em grandes eventos esportivos. Ghebreyesus informou que a OMS trabalha junto à Fifa e países-sede da Copa do Mundo para implementar medidas de proteção a jogadores, equipes técnicas e torcedores. Entre as ações, a iniciativa #BeatTheHeat busca criar planos de emergência, ampliar o acesso à água potável e promover estratégias de resfriamento.
Nos últimos quatro anos, mais de 200 mil pessoas morreram na União Europeia em decorrência das ondas de calor, segundo a OMS. A entidade recomenda evitar atividades físicas nos horários mais quentes, permanecer à sombra ou em ambientes frescos por duas a três horas ao dia, usar roupas leves e manter hidratação constante.





