Da redação
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira, 26 de março de 2026, as Estatísticas Mundiais de Saúde de 2026, em Genebra. O relatório revela avanços em áreas como HIV e tuberculose, mas aponta desafios persistentes, especialmente na luta contra malária, violência de gênero e na cobertura universal de saúde.
Segundo o levantamento, as novas infecções por HIV caíram 40% de 2010 a 2024, enquanto a incidência de tuberculose diminuiu 12% desde 2015. Por outro lado, a malária apresentou aumento de 8,5% de 2015 para cá, afastando-se das metas estabelecidas para 2030.
O documento ressalta a lentidão e desigualdade dos avanços, destacando que o mundo está distante das metas de saúde dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Persistem lacunas de dados, o que dificulta a avaliação do progresso global. Fatores de risco evitáveis, como a prevalência de anemia em mulheres, subiu para 30,7% em 2023, e o sobrepeso infantil atinge 5,5% em 2024.
A violência contra mulheres segue alta, de acordo com o relatório. Em 2023, estima-se que 24,7% das mulheres e meninas com 15 anos ou mais foram vítimas de violência por parceiro íntimo e 8,2% sofreram violência sexual por não parceiros. A subnotificação indica que os números reais podem ser ainda maiores.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que “ações coordenadas em larga escala produzem resultados mensuráveis”. No entanto, salientou que o progresso é desigual e vulnerável a choques sistêmicos, com maior impacto negativo sobre países de baixa e média renda e populações em contextos frágeis.
O relatório aponta ainda que, entre 2020 e 2023, ocorreram 22,1 milhões de mortes associadas à Covid-19, afetando principalmente idosos e homens. A pandemia eliminou quase uma década de avanço na expectativa de vida global, que até 2023 ainda não retornou completamente aos níveis anteriores à crise de saúde pública.






