Da redação
A Organização Mundial da Saúde informou nesta terça-feira que vítimas de hantavírus no cruzeiro Hondius, atualmente na costa de Cabo Verde, podem ter sido infectadas antes do embarque. O surto deixou três mortos, sendo sete pessoas ainda com sintomas. A OMS não descarta transmissão humana a bordo do navio.
O cruzeiro Hondius, de bandeira neerlandesa, transportava 147 passageiros de 20 nacionalidades. Após a detecção dos casos, a embarcação implementou medidas de precaução. A diretora da OMS, Maria Van Kerkhove, relatou que um dos pacientes recebe cuidados intensivos na África do Sul, mas apresenta melhora clínica.
A situação levou à preparação para evacuação médica de dois passageiros ainda a bordo, que seguirão para tratamento nos Países Baixos. Equipes médicas de Cabo Verde se encontram a bordo, auxiliando nas ações de desinfecção e assistência à saúde pública, enquanto passageiros permanecem isolados em suas cabines.
Segundo a OMS, o navio fez escalas em ilhas africanas com alta incidência de roedores, principais transmissores do hantavírus. Maria Van Kerkhove enfatizou a importância do suporte respiratório nos casos graves, dado que os sintomas respiratórios são comuns na infecção. Não há tratamento específico além da assistência de suporte.
A agência de saúde investiga a possibilidade de o primeiro casal infectado ter contraído a doença antes do embarque, na Argentina, pois o período de incubação do hantavírus varia de uma a seis semanas. A autoridade destacou que o navio deverá prosseguir rumo às Ilhas Canárias para investigação epidemiológica adicional.
O hantavírus é transmitido por contato com roedores ou com secreções como urina, fezes e saliva. A chegada do navio às Canárias marcará o início de uma investigação completa das autoridades espanholas, que avaliarão o risco para os ocupantes e promoverão a desinfecção total do cruzeiro.







