Início Mundo ONU alerta países para necessidade de cooperação contra crimes digitais crescentes

ONU alerta países para necessidade de cooperação contra crimes digitais crescentes


Da redação

Monica Juma, diretora do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) em Viena, afirmou, a três meses do Congresso da ONU sobre Prevenção ao Crime previsto para 26 de setembro em Abu Dhabi, que o cenário global exige respostas rápidas devido à crescente sofisticação e digitalização das redes criminosas.

De acordo com Monica Juma, as organizações criminosas estão cada vez mais interconectadas e utilizam recursos digitais avançados. Em declaração, ela ressaltou que a cooperação internacional é fundamental, pois “nenhuma nação pode navegar nestas questões sozinha”, defendendo respostas globais mais eficientes frente a esses desafios.

Como ex-ministra e diplomata do Quênia, Juma enfatizou a necessidade de uma diplomacia estratégica. Ela argumentou que não se trata apenas de diálogo, mas de uma ação capaz de proteger direitos humanos e acompanhar a rapidez com que os crimes digitais evoluem. Segundo ela, a inovação frequentemente supera a governança institucional.

Juma descreveu a tecnologia como uma “faca de dois gumes”, afirmando que, enquanto o crime organizado se aproveita da inteligência artificial e das plataformas digitais para expandir suas operações, também há possibilidades inéditas de aliança para enfrentamento desses crimes. A dirigente ressaltou a importância da colaboração entre governos, setor privado, sociedade civil e especialistas.

Ela destacou que fechar as brechas de governança só será possível com parcerias amplas, garantindo que a tecnologia seja voltada à proteção e não à exploração da dignidade humana. O Congresso da ONU buscará transformar consensos em ações concretas, projetando um ecossistema de justiça que una investigação, perícia digital e assistência jurídica internacional.

A participação de jovens e mulheres, conforme ressaltou Juma, é vista como essencial para novas abordagens, especialmente em países africanos como o Quênia. Ela assumiu o comando do Unodc há um mês e tem defendido a inclusão desses grupos como fator de inovação nas estratégias globais de prevenção ao crime.