Da redação
Indrika Ratwatte, secretário-geral assistente interino para Assuntos Humanitários, defendeu o apoio contínuo da comunidade internacional à Síria durante reunião no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ratwatte pediu garantia de financiamento para ajuda humanitária e ações de desenvolvimento no país, destacando avanços recentes e fragilidade do contexto.
Segundo Ratwatte, a Síria apresentou sinais de recuperação social e econômica, como a melhoria na produção agrícola e a expectativa de autossuficiência alimentar sazonal conforme estimativa do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários. O crescimento econômico deve ser de dois dígitos, conforme missão do Fundo Monetário Internacional, após a retirada do país da lista de Estados Patrocinadores do Terrorismo pelos Estados Unidos.
No entanto, o representante apontou a persistência de desafios, como a atividade militar israelense no sul da Síria e o acesso limitado a serviços essenciais para milhões de pessoas. Ratwatte ressaltou que os avanços ainda são frágeis e enfatizou a escassez de recursos de doadores internacionais, o que compromete a ampliação da resposta às necessidades da população afetada pela crise.
De acordo com dados das Nações Unidas, durante o primeiro semestre de 2026, operações humanitárias beneficiaram mensalmente cerca de 2,4 milhões de pessoas com alimentos, água potável, assistência médica e proteção. Foram anunciados dois investimentos do Fundo Humanitário da Síria: US$ 70 milhões para apoiar o retorno de famílias e integração comunitária, além de US$ 5 milhões para comunidades em situação de extrema vulnerabilidade no sul do país.



