Da redação
O Dia Internacional do Asteroide destaca a importância científica e os riscos dos corpos celestes que orbitam próximos à Terra, conforme proclamado pela Organização das Nações Unidas em 2016. A data marca o aniversário do evento de Tunguska, registrado na Sibéria em 30 de junho de 1908, considerado o maior impacto de asteroide já documentado.
Segundo Nuno Peixinho, astrofísico e investigador principal do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço de Portugal, a defesa planetária depende do avanço da tecnologia para detectar e monitorar objetos próximos à Terra. Ele ressalta que, embora as chances de um impacto semelhante ao que extinguiu os dinossauros sejam baixas, são reais, e “seria absurdo se não o fizéssemos” frente à tecnologia disponível.
Dados da Agência Espacial Europeia apontam para mais de 40 mil asteroides próximos ao planeta, com tamanhos que variam de poucos metros a vários quilômetros. A prioridade atual dos cientistas é mapear objetos com diâmetro entre 100 e 300 metros, pois apenas 30% desses já foram identificados. Asteroides dessa dimensão, em caso de colisão, podem causar danos em escala regional.
Estudos científicos sobre asteroides ajudaram a reconstruir a evolução do Sistema Solar, o posicionamento dos planetas e a origem da água na Terra. A exploração inclui desde mineração no espaço até planos para bases lunares, como relatam agências espaciais de Estados Unidos, China e Rússia. Nos últimos anos, o Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos do Espaço Exterior reconheceu o risco de impacto como preocupação global e defende a cooperação internacional para mitigar possíveis ameaças.



