Da redação
A reaproximação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que resultou na aprovação de propostas de interesse do Executivo no Senado, é considerada pela oposição e pela equipe de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) uma oportunidade relevante para fortalecer o discurso “antissistema” nas eleições deste ano, conforme avaliação de dirigentes do Partido Liberal.
Segundo integrantes da direção do PL, o encontro entre Alcolumbre e Lula foi intermediado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Moraes organizou um jantar em sua residência que possibilitou a retomada do diálogo entre os dois, interrompido após o Senado rejeitar a indicação do ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, para o Supremo.
Dirigentes do PL veem o episódio como “um presente” para Flávio Bolsonaro, ao permitir que adote o discurso contra o sistema político tradicional. Um dos líderes do partido afirmou: “Essa é a chance dele de abandonar o discurso radical do bolsonarismo e se colocar contra o poder”. O dirigente declarou ainda que Flávio precisará conduzir a narrativa para fortalecer sua posição como candidato antissistema.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, destacou o que chamou de “jeito peculiar” de Alcolumbre em se alinhar ao poder, mas avaliou como comum a reaproximação recente. De acordo com Marinho, “a relação estremeceu em alguns momentos, mas ele [Alcolumbre] sempre foi e voltou”. O senador acrescentou ainda acreditar que, após o processo eleitoral, Alcolumbre buscará a reeleição à presidência do Senado.





