Da redação
O Palácio das Nações, sede da Organização das Nações Unidas em Genebra, recebeu cinco jovens pavões-azuis doados pelo governo da Índia para repovoar os jardins. Conforme a ONU, as aves, nativas do país asiático, foram alojadas temporariamente em um viveiro após cerimônia oficial no Ariana Park.
A diretora-geral da ONU em Genebra, Tatiana Valovaya, afirmou que os animais permanecerão no espaço reservado pelos próximos três meses para adaptação. Segundo Valovaya, será realizado um concurso público para escolha dos nomes das aves. O transporte dos pavões contou com ambulância adaptada, sob coordenação de Tobias Blaha, veterinário e diretor do zoológico Bioparc de Genebra.
A iniciativa busca manter a tradição ornamental e fortalecer laços diplomáticos, em uma ação comparada à chamada “diplomacia do panda”. De acordo com Blaha, os especialistas terão que monitorar cautelosamente o grupo, já que os galhos disponíveis podem não ser altos o suficiente para proteger os animais das raposas presentes no local. Todos os pavões são machos e nasceram no mesmo ano, o que, para Laetitia Menin, responsável pela gestão de instalações da ONU em Genebra, deve facilitar a formação de hierarquia entre eles.
A presença dos pavões nos jardins remonta ao século 19, quando Gustave Revilliod, arqueólogo e colecionador de arte suíço, doou as terras para a cidade de Genebra em 1890. Em 1954, durante a Guerra Fria, um pavão ficou conhecido como “a pomba de Genebra” ao pousar sobre o carro de uma delegação soviética. Em 1981, Indira Gandhi enviou um casal de pavões-do Zoológico de Nova Délhi como sinal de cooperação entre Índia e ONU.





