Da redação
O Escritório de Direitos Humanos da ONU solicitou nesta quarta-feira, 5 de junho, que Israel liberte de forma imediata e incondicional o brasileiro Thiago de Ávila e o espanhol/sueco Said Abukeshek. Ambos foram detidos em águas internacionais quando participavam da Flotilha Global Sumud, levando ajuda humanitária à população de Gaza.
Os dois ativistas continuam detidos em Israel sem apresentação de acusações formais. Segundo o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, “não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestina” que enfrenta grandes necessidades em Gaza.
Em nota oficial, o Escritório destacou “relatos perturbadores de maus-tratos severos” contra os ativistas e defendeu que esses casos sejam devidamente investigados, com responsabilização dos autores conforme o devido processo legal. O comunicado ressalta a importância de garantir a integridade física e os direitos dos detidos.
O representante da ONU pediu ainda que Israel acabe com práticas de detenções arbitrárias e com o uso de legislação antiterrorismo “vagamente definida, inconsistente com o direito internacional”. Outro pedido enfatizado foi o fim do bloqueio a Gaza para permitir que a ajuda humanitária chegue à população em quantidade suficiente.
Em paralelo, a Organização Marítima Internacional confirmou um ataque ao navio francês San Antonio no Estreito de Ormuz ocorrido na terça-feira, deixando oito tripulantes feridos. Os feridos foram evacuados para receber tratamento, conforme informações das autoridades marítimas e agências de notícias internacionais.
Nesta quarta-feira, membros do Conselho de Segurança da ONU reúnem-se a portas fechadas para discutir a situação no Oriente Médio. A solicitação partiu do Bahrein após ataques realizados pelo Irã em 4 de maio contra os Emirados Árabes Unidos. Rosemary DiCarlo, subsecretária-geral da ONU, participará do encontro apresentando um informe sobre a região.







