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ONU Mulheres alerta para mortes e deslocamento de mulheres no conflito do Líbano

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Da redação

Apesar do cessar-fogo estabelecido entre Israel e Líbano em 17 de abril, 25 mulheres morreram e 109 ficaram feridas nas últimas três semanas, segundo informações da ONU Mulheres. O registro das ocorrências foi divulgado nesta sexta-feira por Moez Doraid, diretor regional da agência para os Estados Árabes.

Doraid afirmou que as mulheres ainda enfrentam “perigo contínuo” mesmo após o anúncio do cessar-fogo, especialmente ao tentarem retornar para suas residências sob a premissa de segurança. Ele relatou que muitas moradias em vilarejos ao sul do rio Litani foram totalmente destruídas, tornando algumas localidades “completamente irreconhecíveis”.

Os prolongados ataques aéreos israelenses, ordens de evacuação, restrições de retorno a determinadas zonas e limitações ao deslocamento impedem que a maioria da população retorne às suas casas. Conforme levantamento da agência, atualmente mais de meio milhão de mulheres e meninas seguem deslocadas no país.

Doraid enfatizou que, ao ouvir dezenas de pessoas afetadas, se impressionou com o impacto do conflito, relatando que este “corroeu a esperança” de muitas comunidades libanesas, sobretudo diante da perda de casas e terras na região sul. Por outro lado, ele destacou a determinação de muitos em reconstruir suas cidades.

A ONU Mulheres estima que cerca de 144 mil mulheres e meninas poderão enfrentar fome em nível de crise ou pior nos próximos meses, elevando para aproximadamente 639 mil o total afetado pela insegurança alimentar. Doraid também enalteceu o papel de mulheres e organizações femininas na prestação de assistência humanitária e fortalecimento da coesão social.

Desde 2 de março, mais de 15 mil mulheres e meninas foram beneficiadas diretamente pelas ações da agência, impactando mais de 70 mil pessoas nas comunidades. A ONU Mulheres ainda apoia 534 líderes femininas para atuar na resposta à crise. Estimativas do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários apontam que mais de 1,2 milhão de pessoas no Líbano vivem em insegurança alimentar aguda.