Início Mundo ONU perdeu 136 funcionários em serviço em 2025, maioria em Gaza

ONU perdeu 136 funcionários em serviço em 2025, maioria em Gaza


Da redação

As Nações Unidas promoveram, em Nova Iorque, uma cerimônia para homenagear os funcionários da organização mortos em 2025. No evento realizado nesta quinta-feira, foram lembrados os 136 servidores de 32 países que perderam a vida naquele ano devido a situações de conflito, desastre ou serviço humanitário.

A cerimônia contou com a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres, familiares das vítimas e conexões online com outras localidades. Guterres solicitou um minuto de silêncio e destacou que os pensamentos da organização seguem com as famílias enlutadas diariamente. A leitura dos nomes e funções dos mortos evidenciou o impacto das perdas.

Segundo os dados divulgados, entre os 136 funcionários falecidos, 97 eram civis e 39 eram militares ou policiais que atuavam na condição de boinas-azuis. Do total, 80 trabalhavam na Agência da ONU de Assistência a Refugiados Palestinos, Unrwa. Muitos deles foram mortos em Gaza, região considerada a mais letal para o quadro da entidade.

António Guterres ressaltou que mais funcionários da ONU perderam a vida em Gaza do que em qualquer outro país ou zona de conflito e desastre na história da instituição. Ele afirmou que alguns morreram ao lado de familiares em suas casas e outros em serviço junto às comunidades locais, reforçando o caráter humanitário do trabalho de muitos desses profissionais.

O secretário-geral enfatizou que trabalhadores da ONU não devem ser alvo de ataques e que atingir boinas-azuis ou funcionários humanitários configura violação do direito internacional, inclusive do direito internacional humanitário. Ele reafirmou o compromisso da organização com a segurança dos empregados e com a cobrança por responsabilização.

Entre as vítimas citadas estavam professores, médicos e motoristas que atuavam em áreas conflagradas. Guterres concluiu as homenagens alertando que o multilateralismo está sob ataque, ao mesma tempo em que destacou a dedicação dos servidores em situações de violência e crise.