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ONU propõe ação urgente para impedir crise humanitária após bloqueio do Estreito de Ormuz


Da redação

O diretor do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), Jorge Moreira da Silva, alertou para o risco de uma tragédia humanitária global caso o Estreito de Ormuz seja fechado. Segundo ele, a ONU já possui um “plano de 7 dias” preparado para minimizar os impactos da interrupção desse importante canal de navegação, que ameaça desencadear um colapso no mercado global de fertilizantes em razão do conflito no Oriente Médio.

Em entrevista à ONU News, Moreira da Silva destacou que a alta de 65% no preço da ureia e de 40% na amônia já afeta países produtores de fertilizantes, como Marrocos, África do Sul, China, Turquia e Índia. Ele citou estudo do World Food Programme segundo o qual 45 milhões de pessoas podem entrar rapidamente em situação de insegurança alimentar, fome e subnutrição.

O chefe do Unops avalia que o problema deixou de ser apenas político e tornou-se um drama matemático e logístico, já que os insumos agrícolas estão retidos pelo conflito. Moreira da Silva pediu um mandato político urgente para ativar o mecanismo de resposta, pronto para ser colocado em operação em até sete dias após aprovação dos países membros.

Segundo o diretor, “o botão de emergência está pronto para ser acionado”, com logística ajustada, monitores em alerta e estrutura mobilizada. Ele esclareceu: “nós não podemos avançar enquanto não houver um mandato; precisamos de um mandato para executar o mecanismo”.

Nos bastidores da ONU, aumentam as conversas com delegações de países interessados em apoiar a proposta. O objetivo é isolar a logística humanitária da questão militar, enquanto o secretário-geral António Guterres saudou a extensão do cessar-fogo, classificando-a como um passo importante para a diplomacia entre Irã e Estados Unidos.