Início Policial Operação Compliance Zero avança e Polícia Federal faz buscas contra publicitário em...

Operação Compliance Zero avança e Polícia Federal faz buscas contra publicitário em Brasília

Por Alex Blau Blau

Nova etapa da investigação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal apura suspeitas de atuação coordenada para atacar instituições públicas e dificultar investigações

O publicitário Thiago Miranda foi alvo, nesta quinta-feira, de uma nova ação da Polícia Federal durante a décima fase da Operação Compliance Zero. A ofensiva, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal e representa mais um avanço nas apurações conduzidas pela corporação.

Segundo a Polícia Federal, a investigação procura esclarecer a atuação de um suposto grupo organizado que teria utilizado as redes sociais para promover ações destinadas a comprometer a confiança da população em instituições públicas, entre elas o Banco Central. Os investigadores também trabalham para identificar a participação de pessoas que, em tese, teriam praticado monitoramento clandestino, obtido informações protegidas por sigilo e buscado interferir no andamento de investigações.

Thiago Miranda, fundador da agência Mithi, aparece entre os investigados em razão de fatos apurados pela Polícia Federal. Ele também ganhou notoriedade por intermediar o aporte financeiro realizado pelo empresário Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex presidente Jair Bolsonaro.

Durante a operação, os agentes recolheram aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão submetidos à análise pericial. O objetivo é reunir novos elementos que possam esclarecer a estrutura, o funcionamento e a eventual divisão de tarefas entre os investigados.

A Polícia Federal informou que as condutas investigadas poderão, ao final da apuração, configurar crimes como organização criminosa, delitos contra o sistema financeiro nacional, obstrução de investigações e infrações relacionadas ao acesso irregular a dados e sistemas eletrônicos, caso as suspeitas sejam confirmadas.

As investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas. A corporação afirma que continuará trabalhando para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão das ações atribuídas ao grupo investigado.