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Operação Make Up da PF é vista como retaliação antecipada por aliados de Flávio Bolsonaro


Da redação

Integrantes da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva acompanham desdobramentos da Operação Make Up, autorizada pelo ministro Flávio Dino, segundo eles com potencial de desgaste para a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O temor de retaliação por parte da cúpula da Polícia Federal e de setores do Supremo Tribunal Federal alinhados ao Palácio do Planalto “se confirmou”, conforme lideranças bolsonaristas.

De acordo com aliados de Flávio Bolsonaro, há insatisfação no Partido Liberal com a operação dirigida contra aliados do senador, considerada internamente como possível “revanche” diante da crise no Supremo. A reação, avaliação de membros da campanha bolsonarista, ocorreu mais cedo do que era esperado.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) afirmou: “É difícil não enxergar revanchismo quando vemos o aparato do Estado sendo usado dessa forma contra adversários políticos. O deputado tem posições políticas muito claras e é um crítico aberto do atual governo.” O principal alvo da operação é o deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-integrante do governo Jair Bolsonaro.

Segundo os aliados de Flávio Bolsonaro, o temor de retaliação intensificou-se após a decisão do ministro Edson Fachin, que retirou Alexandre de Moraes do inquérito das fake news e assumiu o caso. A operação ocorreu um dia após Andrei Rodrigues ser reconduzido à direção da Polícia Federal, em contexto de disputa interna no STF e reflexo na corrida presidencial.