Da redação
Centros de saúde em Jalousie, Kenscoff e Fermathe, no distrito administrativo da capital do Haiti, Porto Príncipe, enfrentam dificuldades para manter os atendimentos devido à violência armada e à insegurança, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários. Clínicas nestas localidades recebem apoio do Fundo Humanitário para o Haiti e de organizações como a Associação de Voluntários em Serviço Internacional (Avsi), com o objetivo de manter serviços essenciais à população.
De acordo com a Avsi, desde abril de 2026, quatro centros de saúde no Departamento Ocidental contam com apoio emergencial. Além de manter os atendimentos, as organizações implementam obras de melhoria: em Jalousie, há reformas na entrada e área de espera; em Kenscoff, duas estruturas pré-fabricadas ampliarão a capacidade; em Fermathe, as reformas incluem a maternidade e o departamento de radiologia. Equipamentos e medicamentos têm dificuldade de chegar aos centros constantes interrupções nas rotas de suprimento.
As organizações humanitárias também promovem clínicas móveis para chegar a comunidades isoladas e fornecer cuidados a crianças desnutridas, gestantes e lactantes. Após aumento dos episódios de violência em Kenscoff, foi ampliado o apoio a 3.750 famílias consideradas vulneráveis, com a oferta de suporte econômico temporário durante três meses.
Segundo informações coletadas em junho de 2026, a situação em Kenscoff piorou após ataques de grupos armados, incluindo um grande ataque na noite de 23 para 24 de agosto, que teria deixado mais de 47 mortos, 22 feridos, 50 pessoas sequestradas e mais de 4.200 deslocados. As melhorias nos centros de saúde permitem continuidade dos atendimentos apesar do contexto de violência.




