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Os projetos de Lula e Bolsonaro para a educação do Brasil

Da redação do Conectado ao Poder

Segundo dados do IBGE, 11 milhões de brasileiros se encontram no analfabetismo

O segundo turno da eleição presidencial ficou entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL), resultado a ser descoberto no dia 30 de outubro, quando os eleitores de todo país voltarão às urnas para fazerem a escolha.

Os planos de governo dos dois candidatos propõem projetos por todos os setores, incluindo a educação, que é estabelecida na Constituição como algo essencial. “Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

Apesar de prevista, nem todos possuem acesso, o que acarreta em alto índice de defasagem educacional e no analfabetismo, que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 11 milhões de pessoas analfabetas.

Para que a educação seja melhor democratizada, os candidatos apresentam suas ideias, confira:

Lula (PT): o plano de governo do petista ressalta a necessidade de fortalecer a educação básica, da creche à pós-graduação. É citado a exigência em se introduzir alternativas para que o “grave déficit de aprendizagem”, aumentado em razão da pandemia, seja superado.  “Para os alunos que ficaram defasados devidos às inúmeras limitações, materiais, pedagógicas ou tecnológicas, durante a crise sanitária, afirmamos o compromisso do novo governo com um programa de recuperação educacional concomitante a educação regular, para que possam superar esse grave déficit de aprendizagem.”

De forma geral, Lula prevê, conforme descrito no plano, o endurecimento da educação pública universal, democrática, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada, laica e inclusiva, com valorização e reconhecimento público de seus profissionais.

Bolsonaro (PL): o candidato à reeleição sugere seguir com a recuperação e com o avanço na ampliação do acesso e permanência à educação em todos os seus níveis e modalidades, com o melhoramento da posição brasileira nos diversos rankings, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), em sua próxima edição. Haverá contemplação da Educação Especial e da Educação de Jovens e Adultos, assim como o ensino técnico profissionalizante, ensino superior e pesquisa, com um foco tecnológico que permita aos estudantes entenderem e aplicarem assuntos como inteligência artificial, programação, internet das coisas, segurança cibernética e da informação, e outros correlatos, que estabeleçam a Revolução 4.0. Cuidados com os professores, a partir de cursos de qualificação, e com a educação básica também são definidos. Bolsonaro vê a educação como uma mudança social, que pode ser realizada a partir de programas, como a Política Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).