Da redação
Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, tem se dedicado a manter os Estados Unidos na aliança militar. Rutte utiliza elogios públicos ao presidente Donald Trump como estratégia para evitar que o governo norte-americano abandone a entidade, conforme informações de fontes diplomáticas.
Segundo interlocutores, as exigências de Trump à Otan mudaram nos últimos anos. Inicialmente, a divergência central era o investimento dos aliados em defesa, já que Trump criticava os europeus por gastarem pouco em comparação aos Estados Unidos. O compromisso dos membros de equiparar os esforços financeiros foi firmado durante a cúpula anterior.
Atualmente, o principal desafio da Otan é transformar os recursos prometidos pelos países-membros em capacidade militar efetiva, especialmente diante do temor europeu de possíveis ataques da Rússia. Trump chegou a considerar ausentar-se da cúpula na Turquia, manifestando que só participaria por respeito ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
Rutte procurou convencer Trump do comprometimento dos europeus, mas o presidente americano vem cobrando ainda mais, inclusive “lealdade”. Em suas memórias, Jens Stoltenberg, ex-secretário-geral, citou episódio de 2018 em que Trump quase abandonou uma reunião da Otan, afirmando que um gesto assim questionaria a essência da aliança.




