Por Alex Blau Blau
Religioso divulgou vídeo em que questiona a excomunhão aplicada pela Arquidiocese de Brasília e compara sua situação a casos de sacerdotes acusados de crimes sexuais
O padre Françoá Costa voltou a se manifestar após a Arquidiocese de Brasília confirmar sua excomunhão. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (16/7), o sacerdote contestou a decisão do cardeal Dom Paulo Cezar Costa e afirmou que a punição imposta a ele difere de medidas adotadas em outros casos envolvendo religiosos acusados de crimes graves no Distrito Federal.
Durante o pronunciamento, Françoá citou nominalmente ex sacerdotes e integrantes do clero que foram condenados ou investigados por acusações de abuso sexual e importunação sexual. Segundo ele, sua excomunhão teria sido motivada por divergências de natureza doutrinária, e não por condutas criminosas.
“Pelo que me consta, é a primeira vez que Dom Paulo Cezar expulsa um sacerdote por ser católico. Normalmente o cardeal tem que expulsar sacerdotes por casos complicados, escândalos, normalmente contra a moral”, declarou.
Entre os nomes mencionados estão o ex padre Delson Zacarias, condenado pela Justiça por crimes sexuais; o ex pároco José Maria, alvo de denúncias de conduta sexual inadequada; os freis Hoslan Guedes e Alex Nuno, investigados por suspeitas de abuso contra menores; e Dom Valdir Mamede, que responde a processo por acusação de importunação sexual.
O caso ocorre após a Arquidiocese de Brasília anunciar a excomunhão de Françoá Costa e da comunidade ligada à Capela Santo Atanásio. A medida decorre de um decreto publicado pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, no Vaticano, relacionado à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, grupo ao qual o sacerdote é ligado.
Até a publicação desta reportagem, a Arquidiocese de Brasília não havia se pronunciado sobre as declarações feitas por Françoá Costa. O espaço permanece aberto para manifestação.




