Paes diz que Olimpíada é ‘oportunidade perdida’ para o país

alx_brasil-politica-eduardo-paes-prefeito-rio-20160608-01_original-604x340Em entrevista ao jornal britânico ‘The Guardian’, o prefeito do Rio de Janeiro reclamou de exageros da imprensa internacional sobre problemas da cidade, como o zika e a violência.

A 25 dias da abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse nesta segunda-feira que os Jogos são “uma oportunidade perdida”. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, ele citou as crises econômica e política e os recentes casos de corrupção como prejudiciais à imagem da cidade e do Brasil.

“É uma oportunidade perdida. Nós não estamos nos apresentando bem. Com toda essa crise econômica e política, com todos esses escândalos, não é o melhor momento para estar com os olhos do mundo voltados para nós. Isso é ruim”, disse Eduardo Paes ao periódico britânico. Para o peemedebista, no entanto, “os Jogos Olímpicos são uma grande inspiração para que as coisas sejam feitas”.

Embora tenha reconhecido a “oportunidade perdida”, Paes se mostrou irritado com a imagem projetada do Rio no exterior, sobretudo a respeito do vírus zika, que desencorajou alguns atletas a participarem do maior evento esportivo do mundo, e da violência na capital fluminense.

“Se você lê a mídia internacional, parece que tudo por aqui é zika e pessoas atirando umas nas outras”, reclamou o prefeito. Na semana passada, Eduardo Paes declarou à rede americana CNN que no “o assunto mais sério do Rio”, a segurança pública, o governo estadual “está fazendo um trabalho terrível, horrível. O governo está falhando completamente em seu trabalho de policiar e cuidar das pessoas”.

Criticado pelas desapropriações e remoções de moradores de áreas que hoje abrigam instalações olímpicas, como a Vila Autódromo, na Zona Oeste da cidade, o prefeito disse na entrevista que “às vezes é necessário” proceder assim e que “nunca houve tanta transformação para as pessoas pobres no Rio”. “É loucura dizer que não há investimento em áreas pobres. Se as pessoas dizem isso, elas não conhecem a geografia [da cidade]”.

Fonte: veja.abril.com.br

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