Da redação
A corrida pré-eleitoral para o governo do Rio de Janeiro em 2026 já destaca dois principais grupos na disputa: a chapa de Eduardo Paes (PSD) e a de Douglas Ruas (PL). Ambas buscam o apoio do Republicanos, sigla com forte influência junto ao eleitorado evangélico. No momento, o deputado federal Luis Carlos Gomes, presidente do Republicanos no Rio, ainda não definiu qual candidatura apoiará na disputa pelo Palácio Guanabara.
A busca pelo apoio do Republicanos está diretamente ligada à importância estratégica da Baixada Fluminense, que concentra alguns dos maiores colégios eleitorais do estado e tradicionalmente vota em candidatos de direita. De olho nesse cenário, Douglas Ruas aposta na consolidação de sua base regional ao escolher Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, como vice. Além disso, conta com o apoio de Márcio Canella, atual prefeito de Belford Roxo.
A participação de Lisboa e Canella reforça a presença do grupo de Ruas no segundo e quarto maiores colégios eleitorais da Baixada. A estratégia busca formar um “cinturão” de apoio que possa barrar o avanço de Eduardo Paes, que tem forte influência na capital.
Em contrapartida, Paes também investe na Baixada ao escolher como vice Jane Reis, aliada do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, ligado ao maior colégio eleitoral da região. Jane é casada com o pastor evangélico Rafael Corato, num movimento que também sinaliza aceno ao público evangélico.
Com a disputa concentrada na Baixada Fluminense e a indefinição do Republicanos, a eleição estadual de 2026 caminha para um cenário de acirrada polarização entre os principais grupos políticos do Rio.






