Da redação
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo estadual, articula desde 2023 a indicação de um vice de perfil centro-direita para sua chapa. Dr. Luizinho (PP-RJ), líder do PP na Câmara e com forte influência na Baixada Fluminense e em prefeituras do interior, mantém conversas com Paes para a formação da aliança, buscando atrair o eleitorado conservador dessas regiões. Paes considera o interior e a Baixada como principais desafios eleitorais, já que, em 2018, perdeu em 89 dos 92 municípios do estado, vencendo apenas na capital, Niterói e Rio das Flores.
Além de Luizinho, cotado para prefeitura em 2024, Paes monitora outros nomes do PP, como o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, e o atual prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, filho do ex-governador Anthony Garotinho. Decisão sobre o vice deve sair apenas após o Carnaval. No cenário estadual, Luizinho aguarda aval de Ciro Nogueira, presidente do PP, para fechar o acordo.
As articulações de Paes ocorrem em paralelo às divergências com o PT, especialmente com André Ceciliano, ex-presidente da Alerj e atual secretário federal, que movimenta-se para disputar o mandato-tampão ao governo do Rio, previsto para abrir após renúncia do governador Cláudio Castro (PL) até abril. Com a ausência de vice-governador e o afastamento do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), novas eleições indiretas deverão ser convocadas pela Assembleia Legislativa.
Para o cargo-tampão, Castro tentou consenso em torno de Nicola Miccione, secretário da Casa Civil, visto como nome técnico. No entanto, aliados à direita articulam a candidatura de Douglas Ruas (PL), secretário de Cidades e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL).
Enquanto negocia com a centro-direita, Paes promete apoiar Lula (PT) na esfera federal, apesar de tensões recentes com integrantes petistas sobre o cenário sucessório fluminense.






