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Pane em trens de São Paulo leva Haddad a criticar concessões e aliado de Tarcísio a suspeitar de sabotagem


Da redação

Uma pane afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da rede ferroviária de São Paulo, paralisando a ligação entre o centro, a zona leste da capital, Guarulhos e municípios metropolitanos. O incidente começou durante a madrugada, após um incêndio em um trem da linha 12-Safira, seguido do desligamento das subestações de energia entre as estações Brás e Tatuapé, segundo informações do governo estadual.

As falhas provocaram a suspensão do serviço para cerca de 900 mil passageiros diários. Técnicos do governo discutiam possíveis comunicados em meio à crise, enquanto Guilherme Derrite (PP-SP), deputado federal, em vídeo publicado antes do meio-dia, levantou a hipótese de sabotagem: “Será que isso é coincidência? […] Muitos inquéritos policiais foram instaurados com vários indícios de sabotagem justamente nas linhas de concessionárias”.

Enquanto o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendia as concessões durante pronunciamento, Fernando Haddad (PT), candidato ao governo estadual, criticou a gestão e a política de privatizações em entrevista dada à rádio NovaBrasil, afirmando: “Nós temos um problema de gestão grave”. Haddad afirmou ainda que, se eleito, vai rever contratos assinados por Freitas, incluindo a desestatização da Sabesp.

A Trivia Trens, criada pelo grupo Comporte, assumiu a operação das três linhas na terça-feira (21), após vencer leilão realizado em março de 2025. O diretor da empresa, Paulo Ferreira, informou que a falha teria origem no material rodante e disse que a investigação será aprofundada. Conforme a Agência Reguladora de Transporte de São Paulo, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos retornará à operação conjunta das linhas com a concessionária por pelo menos 90 dias, durante a apuração das causas.