Da redação
Pretinha, ex-jogadora da seleção brasileira, está entre as atletas que receberão um prêmio de R$ 500 mil aprovado pelo Senado como reparação histórica às pioneiras do futebol feminino, segundo anúncio da própria ao saber da homenagem. O reconhecimento contempla as seleções brasileiras de 1988 e 1991 e resulta da Lei 15.421 de 2026, criada a partir do Projeto de Lei 1.315/2026.
A medida integra um conjunto de ações voltadas à valorização das mulheres no esporte, conforme aprovado no primeiro semestre. Pontuando a importância da homenagem, a senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da proposta e presidente da Comissão de Esporte, definiu a iniciativa como uma “reparação histórica” e destacou as dificuldades enfrentadas pelas atletas devido à antiga proibição estatal ao futebol feminino. O senador Romário (PL-RJ) também elogiou a homenagem, classificando-a como “mais do que justa”.
O futebol feminino no Brasil, de acordo com a historiadora Bruna Barenco, enfrentou décadas de proibição fundamentada no Decreto-Lei 3.199 de 1941, apenas revogado em 1979. A pesquisadora aponta que, mesmo após a liberação, houve escasso investimento em categorias de base e campeonatos, cenário que só começou a mudar a partir de 2016. Barenco enfatiza que “o preconceito contra o futebol de mulheres é um dos maiores empecilhos para o crescimento do esporte”.
Além da premiação, o Senado aprovou o Projeto de Lei 2.653/2026, que estende a homenagem a quem representou o Brasil na Copa do Mundo de 1995, novamente com Pretinha convocada. Outras ações incluem incentivos e isenção de ISS para empresas envolvidas na realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 e a criação da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), instituída pela Lei 15.457 de 2026, totalmente dedicada ao ensino, pesquisa e inovação na área esportiva.





