Da redação
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou neste sábado, 13, que Estados Unidos e Irã alcançaram consenso sobre um texto de acordo visando encerrar a guerra no Oriente Médio. Sharif afirmou que a formalização do tratado pode ocorrer nas próximas 24 horas e que o Paquistão participa das tratativas como mediador.
Sharif declarou que ambas as nações concordaram com um “texto final e consensual”, e que mediadores ajustam detalhes finais para oficializar o compromisso. “Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. Com a conclusão provável nas próximas 24 horas, o Paquistão se prepara para a assinatura eletrônica do acordo imediatamente depois, seguida de conversas técnicas na próxima semana”, informou o premiê em publicação online.
O Paquistão passou a desempenhar papel central na mediação entre Estados Unidos e Irã e, de acordo com Sharif, mantém diálogo com ambos os lados para definir os próximos passos. Segundo ele, “a paz nunca esteve tão próxima como está agora”. O anúncio ocorre após três dias de confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, reacendendo temores de escalada regional.
Na sexta-feira, 12, Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que um acordo “nunca esteve tão próximo”, mensagem que foi compartilhada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Araghchi explicou ao canal estatal iraniano que o pacto pode declarar o fim da guerra “em todas as frentes, incluindo o Líbano”, enquanto Israel, que combate o Hezbollah no país vizinho desde março, declarou que não pretende retirar suas tropas.
Segundo Araghchi, questões relacionadas ao programa nuclear iraniano devem ser tratadas em uma etapa posterior, com prazo de até 60 dias após a assinatura do acordo inicial, podendo ser prorrogado por consenso. Um alto funcionário do governo americano disse que esse período será dedicado à definição técnica da destruição ou remoção do urânio altamente enriquecido armazenado pelo Irã.
O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã afetou o abastecimento global de petróleo e gás, pressionando preços de combustíveis e produtos em várias regiões. As negociações em andamento preveem a reabertura da rota marítima e discutem a cobrança de taxas sobre os navios, prática que, segundo Araghchi, “haverá custos envolvidos. E esses custos devem ser pagos.”





