Da redação
A aproximação das convenções partidárias intensificou a pressão sobre pré-candidatos em Goiás e no cenário nacional que ainda não fecharam suas chapas majoritárias, segundo especialistas. Em Goiás, o governador Daniel Vilela (MDB) e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) seguem sem definir o nome do vice, enquanto o Partido Liberal (PL) já oficializou Ana Paula Rezende (PL) para compor a chapa com Wilder Morais (PL).
De acordo com Felipe Fulquim, mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás, a escolha do vice é fundamental nas negociações, servindo para ampliar o alcance eleitoral, agregar apoio partidário e fortalecer alianças estratégicas. Fulquim explica que a posição de vice pode contemplar grupos políticos-alvo e otimizar a capilaridade eleitoral, mobilizando lideranças e estruturas nos municípios.
Em Goiás, Vilela teria uma posição considerada confortável, com vários interessados na vaga de vice, entre eles José Mário Schreiner, Luiz do Carmo e Adriano da Rocha Lima, todos do Partido Social Democrático (PSD). Cada nome representa setores distintos: agronegócio, segmentos religiosos e experiência administrativa, respectivamente, o que, segundo Fulquim, agrega diferentes tipos de apoio à campanha.
No âmbito nacional, o principal impasse envolve Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que ainda não definiu uma companheira de chapa, embora demonstre preferência por uma mulher para ampliar o apelo junto ao eleitorado feminino e negociar alianças com partidos de centro e direita. Outras candidaturas já anunciaram vices, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terá novamente Geraldo Alckmin (PSB) como vice, e Ronaldo Caiado (PSD), que escolheu Gilberto Kassab (PSD), compondo uma chapa pura da legenda.




