Início Política Paulo Ganime defende liberdade econômica como estratégia contra o crime organizado

Paulo Ganime defende liberdade econômica como estratégia contra o crime organizado

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Da redação

O ex-deputado federal Paulo Ganime, diretor-executivo da Associação elo Livre Mercado, afirmou que a liberdade econômica pode contribuir para o enfrentamento ao crime organizado. A declaração foi feita em entrevista concedida nesta semana, em São Paulo, ao defender mudanças no ambiente regulatório brasileiro.

Ganime destacou que o excesso de regulação e a elevada carga tributária favorecem o aumento do poder paralelo, que deixou de se limitar ao tráfico de drogas. Segundo ele, em regiões marcadas pela ausência do Estado, parte da população opta por buscar soluções alternativas em vez de aguardar ações governamentais. “Isso é liberdade econômica”, afirmou.

No contexto do trabalho por aplicativos, Ganime avaliou que a complexidade do setor exige equilíbrio nas discussões, sem sufocar o ambiente de inovação. O dirigente argumentou que as plataformas tecnológicas só prosperaram devido a algum grau de liberdade econômica. “Regulamentação em excesso trava demais. Talvez essas empresas nem existissem se a regulamentação fosse excessiva”, ressaltou.

Ganime também citou o impasse sobre a chamada escala 6×1 na legislação trabalhista, dizendo que o debate no Congresso está paralisado e que mudanças devem ser adotadas com cautela para evitar criação de reservas de mercado. “Essa é a discussão mais relevante? Não é ‘vamos acabar com a escala 6×1’, é ‘vamos mudar as regras’. O mundo está mudando, e o legislador está ficando para trás”, pontuou.

Em relação ao cenário eleitoral de 2026, Ganime declarou acreditar que “algum nome da direita” vencerá a disputa presidencial de outubro. Para ele, “Flávio Bolsonaro aparece à frente, mas ainda há espaço para mudanças”. O ex-deputado afirmou que o eleitor de centro deverá ser decisivo para o resultado.

Ganime atribuiu parte desse cenário ao endividamento recorde das famílias brasileiras, destacando que a percepção da população sobre a economia “é muito ruim”. Ele enfatizou que a sensibilidade do eleitorado de centro está relacionada à insatisfação com o cenário econômico atual.