Da redação
O ex-ministro da Economia Paulo Guedes resiste aos convites de Flávio Bolsonaro e de seus conselheiros políticos para integrar a equipe econômica da pré-campanha presidencial. Guedes, atualmente em Nova York, descarta a possibilidade de retornar ao Ministério da Economia, conforme apontam fontes próximas, devido a razões familiares e pessoais.
O ex-ministro sinaliza falta de interesse em assumir novamente um cargo público, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente. Segundo interlocutores, Guedes não recebe apoio da família para participar de um novo ciclo político que implique mudança para Brasília, situação que contribui para a sua decisão de recusa.
Durante os quatro anos à frente do Ministério da Economia no governo Jair Bolsonaro, Guedes enfrentou intenso desgaste, o que, conforme relatado por pessoas próximas, ainda não foi superado por seus familiares. Esses fatores pesam sobre sua escolha de manter distância do cenário político-eleitoral neste momento.
Guedes concentra seus esforços atuais em projetos no setor privado, evitando exposição midiática e o escrutínio da opinião pública. Essa postura reforça sua intenção de permanecer fora das discussões e articulações relacionadas ao próximo pleito presidencial, apesar das tentativas de aproximação lideradas por Flávio Bolsonaro.
Nesta semana, o ex-ministro está em Nova York, onde participa de reuniões com investidores e fundos americanos. Ele conta com a presença de representantes de importantes famílias ligadas ao mercado financeiro e empresarial brasileiro, fortalecendo seus vínculos no setor privado internacionalmente.
Paulo Guedes ocupou o Ministério da Economia durante todo o governo Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022. Sua atuação ficou marcada por reformas econômicas, privatizações e negociações com o Congresso Nacional, temas que continuam sendo referência em análises sobre sua trajetória profissional.







