Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação Narciso para desarticular uma organização investigada por fabricar e distribuir anabolizantes e outros produtos proibidos em diversas regiões do país. A ação, coordenada pela Divisão de Defesa do Consumidor da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, soma conexões no Distrito Federal e em oito estados, com rota de abastecimento ligada ao Paraguai.
De acordo com a investigação, a Justiça autorizou 43 mandados de prisão preventiva e temporária, além de 64 ordens de busca e apreensão. Os bloqueios atingem R$ 32 milhões em ativos, houve também a quebra do sigilo bancário de 58 investigados. Santa Catarina, Acre, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Norte, Paraíba e Minas Gerais estão entre os estados abrangidos. Mais de 20 estabelecimentos foram lacrados, 10 veículos de luxo apreendidos e 30 sites considerados irregulares retirados do ar.
As apurações apontam que as substâncias eram produzidas em locais improvisados, como depósitos e residências, sem controle sanitário. Segundo a polícia, insumos vinham de países como China, Índia e Paraguai, e alguns produtos possuíam ingredientes ocultos nos rótulos. Profissionais e influenciadores teriam colaborado na divulgação e venda, com o uso de empresas, contas de terceiros e casas de apostas para tentar ocultar a origem do dinheiro movimentado.
A investigação teve início após a Operação Béquer, realizada em fevereiro de 2025, quando policiais localizaram equipamentos, insumos e embalagens em um imóvel no Distrito Federal. Conforme a Polícia Civil, a análise de celulares apreendidos identificou fornecedores, laboratórios clandestinos e uma rota internacional ligada à fronteira com o Paraguai. Os materiais e prisões serão encaminhados às providências judiciais e policiais cabíveis.




