Da redação
Um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) trabalha no desenvolvimento de repelentes naturais e nanotecnológicos contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. A pesquisa é coordenada pela professora Stephânia Fleury Taveira, da Universidade Federal de Goiás, e utiliza compostos extraídos da casca de frutas cítricas, principalmente laranja, como matéria-prima.
O objetivo do estudo é criar formulações tópicas mais seguras e eficazes, capazes de complementar os métodos tradicionais de combate ao vetor. A iniciativa também foca no aproveitamento de resíduos agroindustriais, transformando subprodutos descartados em insumos para os novos repelentes, o que agrega valor ambiental ao projeto.
Segundo a coordenadora, o uso de compostos naturais pode oferecer uma alternativa aos repelentes sintéticos disponíveis atualmente e ampliar as opções de proteção para uso contínuo na pele. “Sem esse financiamento, não seria possível manter o rigor científico exigido nem avançar no desenvolvimento de soluções inovadoras para a proteção da população”, afirma Stephânia.
A pesquisa explora ainda sistemas nanotecnológicos de baixo custo para aprimorar a estabilidade e eficácia de substâncias como o nootkatone. Estão em andamento a aquisição de insumos, a prospecção científica de espécies cítricas bioativas e a capacitação de estudantes. Futuramente, será elaborado o projeto a ser submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa para estudos em humanos.
Com investimento de R$ 200 mil da Fapeg pelo edital nº 18/2025, o projeto visa criar produtos inovadores, acessíveis, seguros e eficientes no combate às arboviroses. Além disso, contribui para a formação de recursos humanos e o avanço científico em áreas estratégicas como saúde pública, sustentabilidade e inovação.





