Da redação
Quase metade dos jovens argentinos vive em situação de vulnerabilidade social, segundo pesquisa da Universidade de Buenos Aires com 1.002 pessoas de 18 a 29 anos. O estudo considera vulneráveis aqueles com pobreza econômica ou que não completaram o ensino fundamental, grupo que soma 4,1 milhões de indivíduos.
De acordo com o levantamento, 57% dos jovens vulneráveis relatam que a renda do trabalho não é suficiente para o mês e apenas 24,8% permanecem estudando. Entre esses jovens, dois em cada dez não estudam nem trabalham, e 30% estão desempregados. Questões como depressão e consumo de álcool e drogas também preocupam: 30% reconhecem não conseguir controlar o próprio consumo dessas substâncias.
O levantamento revela que a maioria dos empregos é informal: apenas 15% possuem emprego registrado, enquanto 76% trabalham por conta própria ou em ocupações informais, como comércio, construção, venda ambulante e limpeza. A taxa de emprego é mais alta entre os homens e na Região Metropolitana de Buenos Aires. Entre os que trabalham, 56,1% não estudam.
Ainda conforme a pesquisa, 78% dos jovens não têm acesso a plano de saúde, dependendo do sistema público, e 40% relatam viver em bairros considerados inseguros. Mais de 70% relatam casos frequentes de ansiedade e 50% afirmam sentir apatia ou depressão. Em relação à informação, 66% se atualizam principalmente por redes sociais, sendo o Instagram mencionado por 36% e o Facebook por 22%.




