Da redação
O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, conduz pesquisa com técnicas para produção de mudas mais resistentes de mangue-vermelho (Rhizophora mangle) em área costeira de Pernambuco. O objetivo é aumentar a sobrevivência e restaurar zonas degradadas com menor impacto ambiental.
Segundo os responsáveis, o experimento utiliza quatro tipos de substrato: solo nativo de manguezal, vermiculita, substrato florestal comercial e uma mistura dos dois últimos. Após treze semanas em viveiro, as mudas foram transplantadas e identificadas para acompanhamento do desenvolvimento em condições naturais, com variações de salinidade, maré e competição por nutrientes.
A preparação das mudas em viveiro sob condições controladas é considerada fundamental, pois reduz o estresse inicial do manguezal e favorece adaptação mais rápida e maior taxa de sobrevivência após o plantio. Outra vantagem relatada é a diminuição da retirada de solo dos próprios manguezais, reduzindo a pressão sobre o ecossistema. “Queremos identificar quais técnicas oferecem mudas mais preparadas e que possam apoiar a restauração de manguezais degradados no Nordeste com menor impacto ambiental”, afirmou a equipe do Cetene.
Iniciativas desse tipo contribuem para metas internacionais de recuperação ecológica e resiliência costeira. Os manguezais abrigam a vida marinha, funcionam como barreiras naturais contra erosão e armazenam carbono, mas enfrentam reduções devido à ocupação desordenada, poluição e atividades industriais. O acompanhamento da pesquisa deve orientar novas ações para restauração dos manguezais no Nordeste.



