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Pesquisa identifica ao menos 369 espécies alimentares nativas ou subutilizadas no Brasil


Da redação

Pesquisadores do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá identificaram ao menos 369 espécies alimentares nativas ou subutilizadas no Brasil. O levantamento, publicado na revista Scientific Reports e conduzido por uma rede nacional e internacional, mapeou alimentos presentes na cultura de comunidades tradicionais, mas pouco estudados.

A lista inclui baru, camu-camu, bacaba, cogumelos, tanajura, peixes de água doce, algas, insetos e carne de caça. As plantas representam quase 30% das espécies e concentram a maior parte dos dados nutricionais; algas, insetos e cogumelos seguem pouco estudados.

Daniel Tregidgo, pesquisador do Mamirauá e coautor da pesquisa, diz que, na Amazônia, “a rica biodiversidade local poderia ser uma aliada importante no combate à desnutrição”. A substituição de alimentos tradicionais por ultraprocessados tem sido acompanhada de alta nos índices de anemia, diabetes e hipertensão.

Os pesquisadores combinaram conhecimentos de nutrição e ciências ambientais com inteligência artificial explicável para priorizar espécies em estudos nutricionais e de consumo. “Essa pesquisa servirá para apoiar possíveis estudos e políticas públicas sobre nutrição e consumo e segurança alimentar”, disse Tregidgo.