Início Política Petistas reconhecem que acusações contra Moraes afetam campanha de Lula à reeleição

Petistas reconhecem que acusações contra Moraes afetam campanha de Lula à reeleição


Da redação

Aliados próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a crise no Supremo Tribunal Federal afeta de maneira inevitável a campanha pela reeleição, diante da associação entre Lula e o ministro Alexandre de Moraes. Integrantes da equipe afirmam que a reação do presidente tem sido “a possível” em um ambiente considerado difícil após o ministro André Mendonça deflagrar um conflito interno na corte.

Segundo esses aliados, Lula optou por não tomar partido explicitamente entre Moraes e Mendonça e declarou que a responsabilidade para resolver a crise é do presidente do STF, ministro Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Conforme membros da campanha, Gonet também é citado no relatório de Mendonça e enfrenta pressões internas para se afastar do caso. “É o que nos resta fazer”, disse um integrante da cúpula da campanha, sob reserva.

Conforme petistas, a identificação entre o PT e Moraes decorre de episódios anteriores, como a defesa pública do ministro nos ataques relacionados à chamada Lei Magnitsky e elogios de Lula à atuação do magistrado na tentativa de golpe. Um dos principais nomes da campanha de Lula afirmou: “É uma tragédia política ter uma figura como Alexandre de Moraes, que se tornou referência de defesa da democracia, se meter em um problema desses”.

O impacto eleitoral ainda é incerto. Em pesquisa do Datafolha divulgada na quinta-feira (3), Lula ficou com 38% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro alcançou 33%, e Augusto Cury (Avante) subiu de 2% para 8%. Na mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (7), Lula marcou 36%, Flávio Bolsonaro, 29%, e Cury, 8%. No segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece numericamente empatado com Lula, ambos com 41%.