Da redação
A Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à Justiça por calúnia, nesta quinta-feira (14), após a publicação de vídeos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. A denúncia foi entregue ao Superior Tribunal de Justiça, já que Zema ainda era governador à época dos fatos.
O documento assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet esclarece que a divulgação dos vídeos ocorreu por canais institucionais do governo mineiro. Isso motivou que a peça fosse dirigida ao STJ, e não ao Supremo Tribunal Federal, conforme pedido do decano da corte. O processo refere-se ao período em que Zema ocupava a chefia do Executivo estadual.
A situação teve início quando Gilmar Mendes encaminhou notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes, solicitando a inclusão de Zema no inquérito das fake news. O procedimento tramita sob sigilo. Em resposta, Alexandre de Moraes remeteu o caso à Procuradoria-Geral da República para análise e manifestação oficial.
Após a denúncia, Romeu Zema afirmou em nota que pretende manter sua posição. “Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro”, declarou o ex-governador de Minas Gerais.
Os vídeos publicados no mês passado nas redes sociais de Zema mostram um boneco representando Gilmar Mendes em diálogo com outro fantoche que imita o ministro Dias Toffoli. As imagens sugerem que Gilmar teria suspendido a quebra de sigilos de Toffoli a pedido do colega.
No conteúdo, o fantoche de Toffoli solicita ao personagem de Gilmar a anulação da decisão, o que é feito sob condição de uma suposta vantagem ligada ao resort Tayayá, antigo patrimônio de Dias Toffoli e adquirido posteriormente por um fundo associado a Daniel Vorcaro.






