Da redação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu prazo à Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre pedidos da defesa de Daniel Vorcaro, entre eles a revogação da prisão preventiva do ex-banqueiro e dono do Banco Master.
A defesa argumenta que a prisão preventiva, decretada em março, deixou de se justificar diante da ausência de fatos novos e da demora na conclusão das investigações. Os advogados também sustentam que os motivos que levaram Vorcaro à prisão perderam a validade.
Fachin encaminhou à PGR também o pedido da defesa para que sejam investigados possíveis vazamentos de dados extraídos do celular de Vorcaro. O ministro ainda não decidiu sobre a soltura, e o parecer da Procuradoria deverá embasar a análise dos pedidos.
Vorcaro é investigado na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, incluindo a negociação de carteiras de crédito com o BRB. A operação investiga possíveis irregularidades relacionadas ao banco.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, solto com medidas cautelares e voltou à prisão preventiva em março de 2026, por decisão do ministro André Mendonça. Mendonça apontou risco de interferência nas investigações e a necessidade de garantir a ordem pública, a instrução e a eventual aplicação da lei penal.




