Planalto arregimenta argumentos contra apetite do PSB

O Planalto começou a introduzir nas pretensões do PSB uma “vacina anticargo”. Vitorioso no processo eleitoral municipal, o partido do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi confrontado com um levantamento que mostra que a expansão da legenda ocorreu sob o guarda-chuva do governo federal, principalmente em áreas de atuação do Ministério da Integração Nacional, comandado pelo PSB.

A presidente Dilma Rousseff, que na terça-feira receberá para uma conversa descontraída lideranças petistas e peemedebistas, em seguida deverá receber Campos. Embora no Planalto não se fale em ampliação da presença do partido no primeiro escalão, por considerar que a legenda já dispõe de duas Pastas, Integração Nacional e Portos, a primeira delas classificada pelo governo como “polpuda” em função da sua capilaridade, o PT teme que isso possa ocorrer.

Nos bastidores, dirigentes petistas reconhecem o crescimento do PSB, mas preferem dizer que o partido já está muito bem aquinhoado. Ainda na avaliação petista, as acomodações pós-eleições deveriam se resumir a atender a Gabriel Chalita, do PMDB, considerado peça fundamental na vitória de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo, e o PSD, de Gilberto Kassab, como se desenha no Planalto. Eles não gostariam de ver o PSB ampliar seu espaço na Esplanada, mas temem que isso possa acontecer.

Fonte: Congresso em Foco

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