Da redação
Em análise publicada no blog Histórias Mal Contadas, o jornalista Carlos Wagner avalia que a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não representa o fim do bolsonarismo. Para ele, o movimento mantém capilaridade política e estrutura financeira, apesar das tensões na família Bolsonaro.
Wagner considera esta a segunda derrota do bolsonarismo para Lula. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) perdeu a reeleição por 2,2 milhões de votos válidos. O ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão, cumpre pena e está inelegível até 2030.
Na avaliação do jornalista, Bolsonaro ampliou a força do movimento ao nomear aliados para postos estratégicos e estimular apoiadores a defender publicamente suas ideias. O bolsonarismo elegeu 114 parlamentares e 13 governadores em 2022; em 2026, foram 150 parlamentares e seis governadores.
O PL recebeu R$ 881,6 milhões do Fundo Eleitoral em 2026, três vezes o valor de 2022. Wagner aponta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como possível candidato em 2030 e diz que Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado federal, influenciou a escolha do irmão Flávio para a disputa de 2026.
Wagner também menciona inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo Flávio, entre eles um relacionado ao caso Banco Master, e a mudança do senador com a família para os Estados Unidos. O jornalista considera possível que brasileiros do grupo sejam deportados se os democratas vencerem a eleição presidencial americana de 2028.




