Da redação
A Polícia Civil do Piauí investiga se a técnica de enfermagem Auricélia Rocha, presa sob suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, agiu sozinha ou contou com a participação de outras pessoas. Segundo o delegado Hugo de Alcântara, responsável pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), cerca de onze depoimentos já foram coletados e a apuração prossegue sem confirmação de envolvimento de terceiros.
De acordo com Alcântara, a suspeita teria enganado a mãe da bebê ao afirmar que a criança precisava realizar exames e, quando tentava deixar o local com a recém-nascida, foi abordada pela tia da vítima, que desconfiou da situação. Daniela Beatriz, tia da bebê, relatou que Auricélia saiu do banheiro vestindo outra roupa e portando uma bolsa preta grande.
Durante as diligências, a polícia encontrou na residência da suspeita um quarto montado para recém-nascido, além de relatos de testemunhas sobre a realização de um chá de fraldas em benefício da investigada. Familiares acreditavam que Auricélia estava grávida, mas, conforme os investigadores, ela não apresentou exames médicos que comprovassem a gestação.
A Justiça decretou a prisão preventiva da técnica de enfermagem, que chegou a ser internada em uma clínica psiquiátrica pela família e foi detida ao receber alta. A defesa informou que vai pedir a revogação da prisão e, caso necessário, entrará com habeas corpus. Segundo os advogados, Auricélia recebeu diagnóstico de transtorno psicótico agudo polimorfo e faz uso de medicamentos. A polícia, porém, descarta a hipótese de insanidade mental e afirma que ela responderá por tentativa de sequestro.




