Da redação
A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira (30) uma operação para investigar fraudes contra planos de saúde em clínicas que atendem crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), na capital e região metropolitana de São Paulo. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão como parte da investigação.
Segundo as apurações, o grupo investigado simulava atendimentos inexistentes, produzindo laudos médicos falsos. Além disso, ingressava com ações judiciais para obrigar as operadoras de saúde a cobrir procedimentos que não ocorriam ou apresentavam valores superfaturados, causando prejuízos financeiros às empresas do setor.
As investigações apontam que, além dos impactos econômicos, houve consequências diretas para as crianças, submetidas a diagnósticos equivocados e a intervenções terapêuticas consideradas inadequadas. Conforme a Polícia Civil declarou, “o esquema violou princípios fundamentais de proteção e boa-fé”.
A Operação Desentendimento foi coordenada pela 2ª Delegacia da DIG, pertencente ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Os investigados respondem por possíveis crimes de estelionato e contra a fé pública, segundo as autoridades responsáveis pela operação.
O efetivo mobilizado para a operação incluiu cerca de 40 policiais civis, que utilizaram o apoio de 17 viaturas no cumprimento dos mandados de busca e apreensão. As ações aconteceram em endereços estratégicos ligados ao grupo sob investigação.
Conforme divulgado pela polícia, a fraude se utilizava da emissão de laudos e da simulação de atendimentos para lesar planos de saúde, ao mesmo tempo em que criava riscos à saúde de crianças em situação de vulnerabilidade. A apuração ainda está em andamento e investiga o envolvimento de pessoas e clínicas na capital paulista e região metropolitana.






