Da redação
Policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), em conjunto com o Núcleo de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), realizaram na manhã desta quinta-feira (5/2) uma operação contra fraudes cibernéticas interestaduais. A ação investiga ataques que afetaram sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Poder Judiciário goiano. Mandados estão sendo cumpridos em Goiás, no Distrito Federal e em Minas Gerais.
Segundo a Polícia Civil, nomes como o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foram utilizados de forma indevida nas fraudes. Investigações apontam que mandados de prisão falsos foram inseridos no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e em processos digitais do Projudi/TJGO. Entre os documentos fraudulentos, constam simulacros de decisões judiciais.
O ataque hacker ocorreu em janeiro, quando o CNJ foi alvo de tentativa de fraude para emitir mandados de prisão contra Lula e Moraes. Durante o ataque, foram identificadas alterações irregulares no BNMP, incluindo a substituição de dados e CPFs das autoridades. Apesar da tentativa, os criminosos não conseguiram concluir a emissão dos mandados.
As investigações continuam para identificar e responsabilizar os envolvidos nas ações criminosas. As instituições afetadas reforçam as medidas de segurança e monitoramento em seus sistemas digitais.
A coluna Na Mira informou que entrou em contato com o TJGO, CNJ, STF e a Presidência da República, e o espaço segue aberto para manifestações oficiais sobre o caso.






